
A governadora do Distrito Federal , Celina Leão (PP) detalhou, nesta terça-feira (9/6) como será feita a ocupação do Centro Administrativo do DF (CADF), conhecido como Centrad. Celina afirmou que a mudança das secretarias do Governo do Distrito Federal, para o prédio localizado em Taguatinga vai gerar economia de R$ 1 bilhão em 60 meses referente aos alugueis que deixarão de ser pagos.
“Sempre que achei que a gente devia ocupar o CAD-DF. Eu acho que é um respeito ao brasiliense. A gente tem um espaço desse tamanho e pagando aluguel”, afirmou.
A mudança será gradual em até 90 dias. Inicialmente, 31% do espaço será ocupado.
A Secretaria de Obras será a primeira a mudar para o Centrad. Na sequência, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), Meio Ambiente, Casa Militar, Casa Civil, e o gabinete da governadora serão transferidos.
O governo vai investir R$ 1,8 milhão para ajustes nos cinco blocos que serão ocupados nesta primeira fase. A governadora afirma que a infraestrutura do local está bem conservada.
O plano é que o governo não gaste mais com aluguel ao longo dos próximos quatro anos.
O Palácio do Buriti continuará sendo ocupado, mas a centralidade do governo irá para o CAD-DF.
Para Celina, com 100% de ocupação haverá maior eficiência administrativa. “A decisão de ocupar o Centrad é histórica”, afirmou.
O GDF informou que emitiu o Relatório de Impacto de Trânsito (RIT) referente ao uso de 31% do local e, com isso, conseguiu emitir o Habite-se, documento necessário para ocupação predial.
A ocupação do espaço em Taguatinga também vai gerar impactos no trânsito e na mobilidade. Por isso, um novo Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) está sendo elaborado pelas áreas técnicas do governo.
Segundo o GDF, a região receberá obras para construção de uma nova estação rodoviária ao lado do CAD-DF, expansão do Metrô, VLT e BRT, além de dois viadutos na região.
“Tenho certeza que vai desenvolver muito a região de Taguatinga e Ceilândia”, pontuou Celina.
Para a governadora, a decisão de ocupação CAD-DF não é apenas de economia de aluguel, também é de descentralização e melhoraria da mobilidade.
Celina Leão anunciou a ocupação do Centrad no dia 1º de junho de 2026. O Centro Administrativo será ocupado de forma parcial e em etapas. A coluna Grande Angular noticiou a decisão em primeira mão.
Duas pastas que já estão providenciando as mudanças para o local são a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e a Secretaria de Obras e Infraestrutura.
A Secretaria de Obras faz o levantamento das principais demandas estruturais, como impermeabilização de lajes, recuperação de calçadas e calhas, entre outras intervenções necessárias para viabilizar a ocupação.
A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) já executa serviços de recuperação do paisagismo, com manutenção dos gramados e limpeza das calçadas, em parceria com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU).
Além disso, a Secretaria de Economia solicitou a manutenção dos elevadores. A promessa do governo é fazer a ocupação parcial sem “superinvestimentos”.
O Centrad foi construído, há pouco mais de 10 anos, para se tornar o principal centro administrativo do GDF, reunindo diversas secretarias e órgãos em um único espaço. No entanto, apesar de entregue em 2014, nunca foi inteiramente ocupado.
O empreendimento enfrentou uma longa trajetória marcada por entraves jurídicos, questionamentos contratuais e disputas judiciais envolvendo os custos da obra e pagamentos pendentes. Durante anos, o espaço permaneceu subutilizado enquanto o governo discutia soluções legais e financeiras para viabilizar sua ocupação definitiva.
Além da redução de custos, para o GDF, a ocupação do Centrad também deve impulsionar a movimentação econômica de Taguatinga, com aumento do fluxo de servidores, visitantes e serviços no entorno do complexo administrativo.