
A maior chacina do Distrito Federal terminou com a morte de 10 pessoas de uma mesma família, motivada por uma disputa de terras e um imóvel avaliado em R$ 2 milhões. O caso veio à tona com o desaparecimento da cabeleireira Elizamar Silva e de seus três filhos, em 12 de janeiro. Eles sumiram após sair do salão de beleza de Elizamar, localizado na Asa Norte (DF).
Elizamar e os filhos moravam em Santa Maria (DF). Após o expediente, ela saiu da Asa Norte e foi até a chácara do sogro – Marcos Antônio – localizado no Itapoã (DF) para buscar os três filhos. Após pegar as crianças, eles desapareceram.
Os corpos de Elizamar e dos três filhos foram encontrados em 13 de abril — um dia após o sumiço —, dentro de um carro queimado em Cristalina (GO). Os cadáveres estavam carbonizados, a uma distância de mais de 130 km do Itapoã.
Em 14 de abril, os corpos de Renata Belchior (sogra de Elizamar) e Gabriela Belchior foram encontrados carbonizados dentro do veículo de Marcos Antônio, em Unaí (MG) – a 230 km de Planaltina. Elas foram atraídas para o cativeiro onde Marcos Antônio estava.
Após a localização dos seis corpos, Marcos Antônio Oliveira, sogro de Elizamar, foi encontrado em 18 de janeiro — seis dias após o desaparecimento da nora e dos filhos. Ele foi esquartejado e enterrado em Planaltina (DF), no local que funcionava como cativeiro dos criminosos. Uma distância de 40 km até Itapoã, onde ele morava.
Na época, a Polícia Civil apurou que os crimes foram motivados por uma disputa de terras em Itapoã (DF). O imóvel foi avaliado, na época, em R$ 2 milhões. O local tem cachoeira privativa, ampla área e cerca de 5 hectares – equivalentes a 50 mil metros quadrados.
O primeiro a ser preso foi Gideon Batista, capturado em 17 de janeiro. Ele foi detido pela manhã; o comparsa, Horácio Carlos, à tarde. Durante as prisões, os dois citaram Thiago Belchior e Marcos Antônio como mandantes do crime. No mesmo dia, à noite, Fabrício Silva foi capturado.
Gideon trabalhava com Marcos Antônio, uma das vítimas, e foi encontrado com as mãos queimadas. Horácio confessou o crime e disse que os assassinatos foram encomendados por Thiago e Marcos Antônio — que, depois, a polícia confirmou terem sido mortos na chacina. Fabrício era responsável por manter parte das vítimas em cativeiro. Carlomam se entregou e conhecia as vítimas e pelo menos um dos suspeitos.
Fabrício Silva Canhedo, Carlomam dos Santos Nogueira, Carlos Henrique Alves da Silva, Horácio Carlos Ferreira Barbosa e Gideon Batista de Menezes vão ao Tribunal do Júri, às 9h desta segunda-feira (13/4), no Fórum de Planaltina. Eles são os cinco réus apontados como autores da maior chacina da história do Distrito Federal.