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Greve no IML: servidores fazem ato por reestruturação da carreira.

Ato ocorre em frente ao Palácio Buriti, nesta quarta (18/3), em meio à paralisação das atividades dos servidores por tempo indeterminado

Publicada em 18/03/2026 às 11:08h - 72 visualizações

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Servidores do Instituto de Medicina Legal (IML) do Distrito Federal organizaram uma manifestação em frente ao Palácio Buriti, nesta quarta-feira (18/3). O ato ocorre em meio a greve com paralisação das atividades dos servidores por tempo indeterminado.

De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, Autarquias, Fundações e Tribunal de Contas do Distrito Federal (Sindireta?DF), que representa a carreira de Atividades Complementares de Segurança Pública (AACSP), o movimento foi aprovado após sucessivas tentativas de diálogo com o governo, sem resultados concretos, para redefinir uma reestruturação da carreira dos servidores.

No ato, o presidente da AACSP, José Romildo Soares, confirmou que a força de trabalho do IML está “100%” parada.

Questionado sobre o prazo, o presidente ressaltou que será realizada uma assembleia nesta manhã, e, a depender do resultado, será definido se a paralisação será por “tempo indeterminado” ou com um “prazo determinado”.

 

“Nós temos conversado com todo mundo, tentando negociar desde 2023. Víamos negociando sem paralisação, mas infelizmente chegou o momento que nós tivemos que tomar essa atitude, porque o governo não nos atendeu, nem nos recebeu. Nós fomos ignorados, uma vez que todas todas as outras carreiras da segurança pública foram atendidas, tiveram aumento e a gente foi esquecido”, disse.

Entenda o caso

  • O indicativo de greve foi aprovado em assembleia realizada na última quinta-feira (12/3), motivado pela falta de avanços nas negociações sobre a reestruturação da carreira, em discussão desde 2023;
  • Segundo o Sindireta-DF, outras carreiras da segurança pública já receberam reajustes, enquanto os servidores do IML seguem sem mudanças;
  • A paralisação por tempo indeterminado começou nesta quarta-feira (18/3), após tentativas de diálogo sem acordo;
  • José ainda afirma que o IML está “entrando em colapso” em razão do quantitativo defasado de agentes no instituto. Segundo o presidente, o quadra de carreira do IML é de 78 servidores, sendo que o máximo permitido é de 150.

    Na restauração encaminhada, ele complementa que está sendo feito o pedido para aumentar o quadro para 250 servidores para uma “prestação de serviço digno à população”.

  • “A gente pede a colaboração da população e a paciência, porque a nossa luta também é a luta da população, que está sendo prejudicada há muito tempo”, acrescentou.
  • Em nota, o Sindireta-DF informou que um agente da AACSP ficou na sede do IML, durante o ato, para a realização de exames de sexologia forense e cautelares para coleta de sangue e urina.

    “As necessidades de remoções de cadáveres devem ser comunicadas ao comanda de paralisação, para que possam ser avaliadas as prioridades e necessidade ou não de formação de equipe para realizá-las”, completou em nota.

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