
A família de Rodrigo Castanheira, que morreu após ser agredido pelo ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, questiona o uso de algum instrumento, como um "soco inglês", no momento da briga, em janeiro deste ano. A declaração foi feita em entrevista nesta sexta-feira (27).
O uso de um "soco inglês" ou outro instrumento não foi confirmado pela Polícia Civil até a última atualização desta reportagem.
"É muito improvável uma pessoa conseguir quebrar a cabeça de uma outra pessoa com a mão e não ter nenhum sinal na mão da pessoa. Não quebrar um dedo ou a própria mão", disse o pai de Rodrigo, Ricardo Almeida Castanheira.Pedro Turra, de 19 anos, é réu por homicídio doloso qualificado por motivo fútil. Ele cumpre prisão preventiva no Complexo Penitenciária da Papuda desde 2 de fevereiro. No dia da prisão, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do ex-piloto e apreendeu um soco inglês e facas.
Nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça negou um novo pedido de habeas corpus da até então defesa.
A família também pede que os demais presentes no dia das agressões também sejam responsabilizados pelo caso. Outras cinco pessoas acompanhavam o ex-piloto, segundo depoimentos colhidos pela Polícia Civil do Distrito Federal.
“A justiça ainda não foi feita. As pessoas que estão envolvidas não foram indiciadas”, disse o pai de Rodrigo.
Isabella Castanheira, irmã mais velha de Rodrigo, lembra o que, ao chegar à delegacia para prestar depoimento sobre o caso do irmão, encontrou os colegas de Pedro Turra.
"Era ridículo. Muito riso. Minha prima escutou eles falando: 'Não se preocupa, não. A gente está no Brasil. Não vai dar nada', afirma a estudante.